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Os mensageiros secretos

Há muitos anos eu desconfio que os livros são mensageiros secretos. Tão secretos que só eles sabem o momento em que devem aparecer para nos dar a mensagem. Eu, como todo bibliófilo, tenho mais livros do que o tempo disponível me permite ler. E eles vão ficando ali na bancada, empilhados. E a pilha vai crescendo. Já aconteceu, por exemplo, de me faltar inspiração para escrever alguma coisa e resolvi dar uma arrumada na bagunça. Comecei a separar os volumes por assunto, prioridade, coisas assim. Lá pelas tantas um se desequilibrou na prateleira e me caiu por cima. Continue

mil e uma noites

Mil e uma noites de ponderação

Umberto Eco tinha razão, a burrice é um grande instigante para reflexões. Tanto é que não consegui me limitar ao texto anterior e voltei ao assunto. Para quem, como eu, gosta de tentar entender o sentido das coisas ao redor não pode desperdiçar tantas oportunidades de exercício do pensamento, porque o Brasil atual é pródigo na oferta de alvos para as atividades do intelecto. Para qualquer lado que se olhe encontra-se uma infinidade de tolices repetidas sem a mínima avaliação racional, sem uma mísera tentativa de análise crítica. Jornais, televisão, internet, tudo desorientado na mais completa falta de bom senso, seja estético, seja ético. Já nem falo na profundidade do raciocínio porque nesse ponto a pobreza é uma característica mundial. Continue

A cultura da burrice

A Cultura da Burrice

Na obra “Não contem com o fim do livro”, um bate-papo entre Umberto Eco e Jean Claude-Carriere, intermediado por Jean-Philippe de Tonnac, há um capítulo com título bem curioso. “O elogio da burrice”.

De início, pode parecer estranho a estultícia despertar o interesse entusiasmado de dois grandes nomes da Cultura Ocidental. Mas, eles se justificam. A dificuldade de entendimento não é um entrave na vida da humanidade. Continue