mil e uma noites

Mil e uma noites de ponderação

Umberto Eco tinha razão, a burrice é um grande instigante para reflexões. Tanto é que não consegui me limitar ao texto anterior e voltei ao assunto. Para quem, como eu, gosta de tentar entender o sentido das coisas ao redor não pode desperdiçar tantas oportunidades de exercício do pensamento, porque o Brasil atual é pródigo na oferta de alvos para as atividades do intelecto. Para qualquer lado que se olhe encontra-se uma infinidade de tolices repetidas sem a mínima avaliação racional, sem uma mísera tentativa de análise crítica. Jornais, televisão, internet, tudo desorientado na mais completa falta de bom senso, seja estético, seja ético. Já nem falo na profundidade do raciocínio porque nesse ponto a pobreza é uma característica mundial. Continue

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A companheira constante

É inútil tentar fugir. Para quem se aventura pelas vias públicas, ela pode espreitar na esquina, no cano do revólver de um marginal. Ao atravessar a rua, é possível que ela se precipite na pessoa de um motorista estressado; ou avance sobre a calçada no rastro de um automóvel sem controle. Para quem fica em casa, ela ainda irrompe através de ondas eletromagnéticas, pela televisão, pelo rádio. Ela, a violência, tornou-se uma entidade, e vigia cada minuto da vida de um brasileiro. Tanto é que a gente fala “A Violência”, como um ser abstrato com existência própria, esquecendo-se que ela é apenas um estado de coisas, consequência da ação de alguém. Continue