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Trabalho de superherói

Na minha infância não tinha superherói. Não estou falando de um pai superprotetor, um tio malucão, ou um irmão mais velho metido a sabe-tudo. Refiro-me a essa legião de entidades maravilhosas, onde as crianças se refugiam do convívio dos adultos. Superhomem, Batman, Homem-aranha, nada disso me empolgava. Continue

KRIG-HA

Um caso de idolatria

Eu era um garoto que não amava os Beatles e mal conhecia os Rolling Stones. Elvis Presley não passava de um nome que o rádio anunciava de vez em quando, e um ator de filmes de matinê. Uma infância imune à influência dos ídolos daquela época. Até que um dia, no ano de 1972, eu desperdiçava o tempo na frente de um aparelho de televisão, entre os adultos que assistiam a um festival de música popular brasileira. Continue