A cultura da burrice

A Cultura da Burrice

Na obra “Não contem com o fim do livro”, um bate-papo entre Umberto Eco e Jean Claude-Carriere, intermediado por Jean-Philippe de Tonnac, há um capítulo com título bem curioso. “O elogio da burrice”.

De início, pode parecer estranho a estultícia despertar o interesse entusiasmado de dois grandes nomes da Cultura Ocidental. Mas, eles se justificam. A dificuldade de entendimento não é um entrave na vida da humanidade. Continue

ademir

Um vazio cheio de nada

- Advinha o que foi que me aconteceu.
- Conta, conta. O que foi?
- Topei com o Gaiarsa numa livraria.
- Gaiarsa? Eu conheço?
- Sabe o Gaiarsa? Aquele psiquiatra meio maluco, que tinha um programa de entrevistas na TV?
- Ah, sei. Um velhinho que virou pop star da psiquiatria
- Muito requisitado, aliás, por outros entrevistadores. Ele se apresentava quase sempre de boné, fazia muitas críticas ao moralismo, e principalmente à situação da educação no Brasil. Foi ele que disse, por exemplo, que todo ser humano é um gênio em potencial até por volta dos sete anos, daí em diante a família, a igreja, a escola, e as novelas da Globo transformam o ex-futuro gênio num idiota.
- Ele falou das novelas? Continue